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É inegável que hoje estamos todos inseridos num contexto que demanda um contínuo melhoramento da gestão de recursos e pessoas. Cada vez mais as organizações e, mesmo países, serão levados a reduzir os custos, melhorar a qualidade de seus serviços e produtos, estabelecer novas oportunidades de crescimento e aumentar a produtividade – algo imprescindível em especial no Brasil.

Todo este processo acaba por cobrar uma série de mudanças em função destas pressões. Muitos de nós, como gestores envolvidos neste turbilhão de mudanças, sabemos que as pessoas são fundamentais. Sem dúvida, grande é a tentação de se fixar mais em planos e processos, afinal estes não retrucam e não tem reações emocionais. É difícil encarar as questões extremamente difíceis e complexas, inerentes aos seres humanos.

Contudo, os números não mente: 5% dos resultados das mudanças vêm das máquinas; 15% dos programas e 80% das pessoas. Então cabe aos gestores e demais colaboradores comprometidos com o sucesso de sua organização, assumir uma postura de líderes.

Mas diante do “novo”, como seres humanos, nossa tendência natural é observar as possíveis perdas e os muitos desgastes que virão. Nossos ressentimentos podem crescer e acabar por contaminar nossas escolhas e decisões. Lidar de forma autêntica com os inúmeros sentimentos pessoais que são experimentados e pelas “perdas” que são testemunhadas neste cenário é um desafio complexo.

Expressar a verdade, ser autêntico é um ponto importante para uma conduta ética, base para construir vínculos de confiança – elemento vital para o líder influenciar pessoas. Mas como construir uma boa decisão baseada na autenticidade? Primeiro passo é dar tempo a si mesmo para refletir. “Respirar mais profundamente” nos permite não agir no “calor das emoções”. E quando for possível, uma noite de sono, costuma contribuir para ordenar os pensamentos.

O próximo passo é buscar esclarecer os elementos presentes no cenário. Se ser verdadeiro é parte do seu “hall” de valores, então expressar seus sentimentos e pontos de vista passa a não ser uma escolha mas um imperativo. Cabe refletir sobre as muitas alternativas de expressar a sua verdade. Acredite sempre temos mais de uma alternativa. O desafio passa ser conseguir encontrar uma forma educada, respeitosa e humilde de expressar-se.

Estes dilemas são oportunidades de aprofundar nossa consciência sobre nossos valores e fortalecer o alinhamento deles com nossas ações. Sem dúvida, uma trajetória que tende a ser difícil e repleta de erros e acertos, mas que contribui para tornar nossa jornada mais significativa e prazerosa.