Escolha uma Página

Como todos sabem, dizer às pessoas simplesmente o que precisa ser feito raramente é suficiente para produzir ação. Criar uma estratégia excelente depende da colaboração de toda a organização. Quando o que/como/porque se juntam, então as pessoas têm o domínio da estratégia. E acreditam no que estão fazendo.

Boas estratégias exigem boas novas ideias que podem surgir de qualquer um e que frequentemente não são produto de um único indivíduo. Obter ideias valiosas vindas da sua equipe exige compartilhar o domínio do sucesso dentro da organização. O ato de reconhecer as ideias com base em seu mérito, não apenas com base em quem as propôs, dá algum crédito e reconhecimento às pessoas ou equipes por trás das ideias. Fazer isso é apostar numa liderança compartilhada, cocriada com os demais membros da equipe.

Ao compartilhar a geração de ideias e a elaboração da estratégia, aumenta-se os riscos para todas as pessoas envolvidas. Isso significa que as pessoas da organização compartilham a responsabilidade de desempenhar um papel ativo em que assumem a responsabilidade pessoal pelo que for criado. Quando as pessoas são convidadas a participar, precisam estar totalmente presentes com seus pontos de vista e querendo engajar-se e parar de ir às reuniões como observadoras, aguardando passivamente a diretriz. Em lugar disto, a expectativa sobre cada um é de que se engaje como participante pleno na descoberta e na criação. É claro, é mais fácil falar do que fazer.

O tempo de ser “trabalhadores do conhecimento” robóticos, copiando e cotejando e respondendo o correio eletrônico está com seus dias contados. Dada a crescente supremacia das ideias para alavancar as organizações (inovar seus serviços e produtos), precisamos de um termo que nos auxilie a compreender este novo papel para o qual todos somos convidados. Talvez caiba utilizar a designação cocriador. Um co-criador é um advogado, um defensor e um lobista para a criação, o desenvolvimento e a adoção das melhores ideias que ajudem a organização a vencer. Os cocriadores trabalham como uma parte importante da organização, engajando as pessoas para que criem novas soluções poderosas para problemas difíceis, independentemente de seus papéis formais na empresa.

Cinco práticas para cocriar e impulsionar seu impacto:

  1. Verbalizar. Este é o primeiro passo: trazer à luz os problemas e desafios, somente assim poderão ser resolvidos. Os cocriadores deverão ter um pouco de audácia para desafiar o status quo, identificando e discutindo tópicos que podem ter sido anteriormente tabus.
  2. Estar totalmente presente. Isto demanda mostrar seus pontos de vista. Mostrar sua ignorância. Mostrar suas preocupações. Fazer perguntas “idiotas”. Ouvir não apenas o que as pessoas estão dizendo, mas dar atenção especial às necessidades ou aos medos que se escondem sob as palavras delas
  3. Entender o porquê. Todos são melhores quando sabem porque as decisões são tomadas com tanta precisão quanto possível. Isto dá a todos a compreensão do que importa e dá informações sobre que peso têm as escolhas constantemente feitas em cada nível.
  4. Viver num estado de Descoberta. Quando nos esforçamos para viver num estado de descoberta, estamos querendo reunir novas ideias e revisitar premissas.
  5. Adotar a contradição. A contradição é inerente em todas as decisões que envolvem mudança significativa. Quando cada um de nós pode viver e explorar ideias opostas, criamos espaço para gerar mais soluções criativas.

 

Fontes: Ospina, S.; Uhl-Bien, M. – Relational Leadership Reserarch.

Godin, S. – A Nova Forma de Fazer