Ativistas


Ativistas

Vimos  dois estilos de liderados: espectadores e participantes, nesse blog, o foco será os  Ativistas. São fortemente ligados à seus líderes por compartilharem valores e visão de futuro. São dispostos, cheios de energia e engajados.

Para aqueles que têm Ativistas em seus grupos ou organizações, recomenda-se que fique feliz! Os Ativistas são seguidores que não obstante suas posições de subordinados, são determinados até certo ponto e, de alguma maneira, para gerar mudança. Eles se importam – e muito. Importam-se com seus líderes. Os Ativistas cuidam uns dos outros, usualmente a favor, e consideram o todo ao qual pertencem.

Se sua determinação de influenciar for canalizada na direção certa, os Ativistas funcionarão como um patrimônio para seus colegas seguidores, na maior parte do tempo, bem como  para seus líderes. Os recursos que investem, inclusive o próprio tempo e sua energia, constituem um capital difícil de obter. Por outro lado, se sua determinação de influenciar for mal interpretada ou julgada de modo incorreto, os Ativistas podem tornar-se perigosos. Desse modo, precisam ser observados e avaliados. Se seu grupo ou organização apoia Ativistas, junte-se a eles. Entretanto, se seu grupo ou organização conta com Ativistas oponentes a você, enfrente-os. Se o tamanho de seu grupo for suficientemente grande, e se o grupo trabalhar arduamente, durante muito tempo, há chances de que os meios por ele utilizados garantam os fins almejados.

Mesmo não dispondo das fontes habituais de poder, autoridade e influência, os Ativistas podem, em função de sua influência, conseguir um número suficientes de “simpatizantes”, com igual perfil (ativistas) para revogar uma resolução ou decisão da empresa. Certamente, isso nunca é uma tarefa fácil. Nem deve ser assumida sem o menor comprometimento. Mas se a causa for profundamente sentida e se os níveis de força e engajamento forem altos, e se houver números suficientes, os Ativistas poderão gerar uma grande mudança.

Os Ativistas são muito mais fortes agora do que antigamente, por dois bons motivos simples: primeiro, as restrições culturais contra enfrentar pessoas em posição de poder, autoridade e influência se enfraqueceram. E segundo, as novas tecnologias facilitam a obtenção de informações, sua ampla disseminação e a comunicação e conexão de modos jamais imaginados.

Há uma nota de advertência – sobre os Ativistas que canalizam suas energias para enfrentar seus líderes, quando se opor a eles implica assumir riscos. Enfrentar pessoas mais poderosas do que nós significa reconhecer que podemos perder. Essa perda pode significar pouco ou nada. Mas há situações na vida em que contestar ou até questionar os poderes pode custar muito alto. Portanto, aqueles que venham a fazer isso devem manter os olhos bem abertos.

Outro ponto é uma reflexão para os líderes. Ser ativista é “lutar” por uma causa, é assumir esse risco de ser apaixonadamente engajado. “Paixão” é um fogo, que pode ser altamente descontrolado, e mesmo, perigoso. Você consegue canalizar essa energia “pura” de seus liderados ativistas? Consegue identificar e propagar a “causa” da sua empresa? Um motivo, valor, pelo qual, eles possam se dedicar de “corpo e alma”? Esses seguidores podem ser “instáveis” pois amor e ódio podem andar perigosamente próximos, você está consciente disso?

 

Consulta: Como os Seguidores Fazem os Lideres – Barbara Kellerman.

 


A little more about Monica Alessandra Eickhoff Cortopassi...

Sócia executiva da Passus, atuando desde 2002 como facilitadora de processos de aprendizagem, conteudista e moderadora de grupos, com formação em coaching. Instrutora pelo Sebrae no curso da ONU voltado ao empreendedorismo – EMPRETEC – desde 2002. Instrutora e Conteudista pela ENAP – Escola Nacional de Administração Pública, em cursos voltados à capacitação de gerentes e gestores, desde 2003.