Loop do Hábito


Loop do Hábito

Hoje se inicia uma nova série que traz a reflexão sobre como os nossos hábitos podem definir o nosso futuro. Começaremos com o Loop do hábito…

Quando os pesquisadores do MIT começaram a trabalhar com hábitos nos anos 1990 eles ficaram curiosos sobre um nó de tecido neurológico conhecido como gânglios basais. Se imaginarmos o cérebro humano como uma cebola, composto de camadas sobrepostas de células, então as camadas de fora – as mais próximas do couro cabeludo – são geralmente os acréscimos mais recentes de um ponto de vista evolutivo. Quando você cria uma nova invenção ou ri da piada de um amigo, são as partes mais externas do seu cérebro que estão em ação. É lá que acontecem os pensamentos mais complexos.

Mais fundo dentro do cérebro e mais perto do tronco cerebral – onde o cérebro encontra a coluna – há estruturas mais antigas, mais primitivas. Elas controlam nossos comportamentos automáticos, como respirar e engolir, ou a reação de susto que sentimos quando alguém pula de trás de um arbusto. Mais para o centro do crânio há um nó de tecido do tamanho de uma bola de golfe, que é parecido com aquilo que se encontra dentro da cabeça de um peixe, réptil ou mamífero. Esses são os gânglios basais, um oval de células que, durante anos, os cientistas não entendiam muito bem, a não ser por suspeitas de que ele desempenhava um papel em doenças como o mal de Parkinson.

No começo de 1990, os pesquisadores do MIT começaram a cogitar que os gânglios basais talvez pudessem ser essenciais para os hábitos também.

Os hábitos, dizem os cientistas, surgem porque o cérebro está o tempo todo procurando maneiras de poupar esforço. Se deixado por conta própria, o cérebro tentará transformar quase qualquer rotina num hábito, pois os hábitos permitem que nossas mentes desacelerem com mais frequência. Este instinto de poupar esforço é uma enorme vantagem. Um cérebro eficiente nos permite parar de pensar constantemente em comportamentos básicos, tais como andar e escolher o que comer, vestir, de modo que podemos dedicar energia mental para inventar lanças, sistemas de irrigação e, por fim, aviões e vídeo games.

Os hábitos estão codificados nas estruturas do nosso cérebro, e essa é uma enorme vantagem para nós, pois seria terrível se tivéssemos que reaprender a dirigir depois de cada viagem de férias. O problema é que nosso cérebro não sabe a diferença entre os hábitos ruins e os bons, e por isso, se você tem um hábito ruim, ele está sempre ali à espreita, esperando as deixas e recompensas certas.

Isso explica por que é tão difícil criar o hábito de fazer exercícios, por exemplo, ou de mudar nossa alimentação. Uma vez que adquirimos uma rotina de sentar no sofá em vez de sair para correr, ou de comer um docinho sempre que tomamos um café, esses padrões continuam para sempre dentro da nossa cabeça. Segundo a mesma regra, no entanto, se aprendermos a criar novas rotinas neurológicas que sejam mais poderosas que esses comportamentos – se assumirmos o controle do loop do hábito –, podemos forçar essas tendências nocivas a ficar em segundo plano.

A grande questão é como mudar os hábitos! E a resposta é simples: introduzindo novos hábitos! , Veremos nesse série que não precisamos fazer grandes mudanças, podemos começar pelas pequenas coisas. Você está preparado? Tem disposição para andar mais um trecho antes de sucumbir ao velho? Não é fácil, mas é possível! Vamos juntos explorar os hábitos e como construir condições para gerar uma rotina mais sadia e proveitosa!

 

Consulta: O Poder do Hábito – Charles Duhigg.


A little more about Monica Alessandra Eickhoff Cortopassi...

Sócia executiva da Passus, atuando desde 2002 como facilitadora de processos de aprendizagem, conteudista e moderadora de grupos, com formação em coaching. Instrutora pelo Sebrae no curso da ONU voltado ao empreendedorismo – EMPRETEC – desde 2002. Instrutora e Conteudista pela ENAP – Escola Nacional de Administração Pública, em cursos voltados à capacitação de gerentes e gestores, desde 2003.